Mercado
Preços das casas sobem 19,8% no arranque de 2026
O preço mediano da habitação em Portugal aumentou 19,8% no primeiro trimestre de 2026, acelerando face ao final do ano passado, apesar da redução do número de transações. Os preços cresceram em todas as sub-regiões do país e aceleraram em 11 dos 24 municípios mais populosos.
17/07/2026
Preços aceleram e vendas recuam
No primeiro trimestre de 2026, o preço mediano dos 35.953 alojamentos familiares transacionados em Portugal atingiu os 2.337 euros por m², o que representa uma subida homóloga de 19,8%, acima dos 17,5% registados no trimestre anterior.
Em sentido contrário, o número de transações caiu 10,5% face ao mesmo período de 2025, fixando-se em 35.953 vendas.
Lezíria do Tejo lidera subida dos preços
Os preços da habitação aumentaram nas 26 sub-regiões NUTS III do país, destacando-se a Lezíria do Tejo, com a maior valorização homóloga (+30,4%).
As sub-regiões com os preços mais elevados continuaram a ser a Grande Lisboa (3.836 €/m²), Algarve (3.352 €/m²), Península de Setúbal (2.996 €/m²), Região Autónoma da Madeira (2.863 €/m²) e Área Metropolitana do Porto (2.552 €/m²). Entre estas, a Península de Setúbal (+28,9%) e a Grande Lisboa (+20,5%) registaram crescimentos acima da média nacional.
Apesar da quebra generalizada das vendas, a Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto concentraram, em conjunto, 34,7% das transações realizadas no trimestre.
Compradores estrangeiros continuam a pagar mais
O preço mediano das habitações adquiridas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro situou-se nos 3.000 euros por m², enquanto os compradores residentes em Portugal pagaram, em mediana, 2.313 euros por m².
Na Grande Lisboa, os compradores estrangeiros pagaram, em média, mais 34,5% por metro quadrado do que os compradores nacionais. Na Área Metropolitana do Porto, esse diferencial foi de 16,9%.
Lisboa continua a liderar preços
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Lisboa manteve-se como o mercado mais caro do país, com um preço mediano de 5.292 euros por metro quadrado, seguida por Cascais (5.000 €/m²) e Oeiras (4.511 €/m²).
O Funchal (3.601 €/m²), Guimarães (2.108 €/m²), Braga (2.240 €/m²), Barcelos (1.770 €/m²) e Leiria (2.092 €/m²) destacaram-se igualmente por apresentarem ritmos de valorização superiores à média nacional.
Preços aceleram em quase metade dos maiores municípios
No primeiro trimestre, os preços da habitação aceleraram em 11 dos 24 municípios portugueses com mais de 100 mil habitantes.
O Funchal registou a maior aceleração da taxa de crescimento dos preços, com um aumento de 25,2 pontos percentuais face ao trimestre anterior, seguido de Guimarães (+24,1 pontos percentuais). Em sentido oposto, Matosinhos apresentou a maior desaceleração (-11,9 pontos percentuais).
Lisboa e Porto também registaram uma aceleração do ritmo de valorização da habitação, com acréscimos de 0,3 e 2,4 pontos percentuais, respetivamente, face ao quarto trimestre de 2025.